sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ele não esta TÃO a fim de você

Um dia você vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre!
Toda história implora para esperarmos por isso... A declaração de
amor inesperada, a exceção a regra. mas as vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais. A diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer. Entre os que vão ficar e os que vão nos deixar.
E talvez, esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você...sozinha, recomeçando... Ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente ou saber que, talvez mesmo com corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados você nunca perdeu a esperança!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Viva tudo que há para viver.

Faz 2 meses perdi meu primo, 30 anos, aneurisma. Isso mexeu muito comigo. Me fez repensar muitas coisas e perceber que a vida é agora, é o hoje, o presente. Aquela frase " a vida é o que acontece enquanto fazemos planos" diz tudo. Fazemos planos, vivemos com pressa e nem se quer sabemos o que será o futuro. Geralmente os bons morrem jovens como disse Renato Russo. E ele era assim, íntegro, bom. Quando juntava a mulherada, 3 irmãs, 4 primas, duas tias a falar dos outros ele ficava brabo. Não falava mal de ninguém. Agente se pergunta pq? era a hora dele é o que nos resta acreditar. Essa coisa de hora, nunca é a hora pra gente. Difícil entender, difícil aceitar. Só o tempo e que não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções. Depois disso não quero perder mais nada.
Esses dias recebi um email e dizia mais ou menos assim:
Você combinou de jantar com os amigos, tem planos pra semana que vem e no meio da tarde morre. como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha.
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora para outra tudo isso termina.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...
Perdoe....sempre!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Receita Pra Crise

E no final, você so vai se lembrar das coisa boas não se preocupe com bobagens e vá procurar o que lhe faz feliz pq o tempo passa muito rápido vc esta aq para ser feliz!

Segundo um estudo, pessoas com mais idade, apesar da perda de células em áreas críticas do cérebro, como o hipocampo (onde são processadas as memórias), tendem a “aprender” silenciosamente a se concentrar nas coisas boas da vida, tendem a lembrar menos de cenas emocionalmente negativas estando mais apto a valorizar emoções positivas. Ainda bem né?!

O amor não termina

O amor não termina, o amor é abandonado. Deixa-se de cuidar dele, de alentá-lo, de provocá-lo. É largado de lado, como uma bicicleta que perde o fio luminoso das correias. A bicicleta continua na mesma garagem, mas há preguiça de consertá-la. Qualquer um vive sem a bicicleta, recorre ao carro, ao ônibus, ao trem, às próprias pernas. Mas não existe como apagar a sensação dos cabelos voando para trás em uma lomba, a vertigem da alegria. O amor é insubstituível, ainda assim é possível fingir que ele não existe.
Ninguém deixa de amar e me arrisco ao fazer essa afirmação. Deixa-se, entretanto, de alimentar o amor. O corpo se condiciona a jejuar. O corpo aceita o que damos a ele. O corpo é um indigente. Acostuma-se a receber esmolas quando poderia trabalhar para se sustentar.
É um faz-de-conta. Mais fácil acreditar que acabou o amor do que resolvê-lo, do que arriscar as aparências. As pessoas, muitas vezes, se preocupam em dizer que estão felizes, em provar que estão felizes, do que em aceitar a espontaneidade das relações. Os erros espontâneos das relações. As virtudes espontâneas das relações. O amor não depende de provas. Ele é invisível, pede somente que sejamos visíveis por ele.
Quando é amor (e não atração ou carência) não há como enterrar. Ele fica pairando sobre as fotografias, os costumes, os nomes das coisas e dos lugares, pronto para falar. Amor verdadeiro manda na gente. Por isso, não se explica o fim dele. Quem ama pode até se enganar para continuar vivendo, mas viverá recalcado e confuso. O amor não depende do que é certo ou errado, do que é normal ou direito, escapa ileso do julgamento.
Ele permanecerá dentro, com a argola pronta para ser puxada. Ainda que seja uma granada ou uma aliança. O amor é a linguagem que se criou para nomear o mundo. Como fugir da linguagem fundada por dois amantes em segredo? O amor não precisa morrer para se reencarnar. Conheço casais que viveram separados por anos e, sempre que se encontram, tremem de susto por um beijo ou uma aproximação. Vão viver à espera de uma coincidência. Que triste, né?
O amor não renasce, nós que renascemos para ele. Vive-se para se proteger do amor, a verdade é esta, dura e particularmente impessoal. Somos educados a reprimir o amor, a não deixar que ele entre, porque ele incomoda e desarticula. Somos educados a dizer não às verdades, a deixar para depois, a pensar primeiro na estabilidade financeira.
Não esqueço uma lição da minha avó. Ela lia os obituários do jornal. A primeira seção que consultava. Observava com atenção a história e as fotografias dos falecidos para encontrar semelhanças com a sua. Um dia perguntei porque ela fazia isso. Respondeu: "para ficar com medo da morte ao invés de ficar todo o tempo com medo da vida".

”Colocar a boca no trombone”

Se eu não fosse bióloga eu seria jornalista. Na real, eu sempre pensei que se fosse jornalista, escreveria textos ambientais. Porque na verdade a vontade de ser bióloga tem por trás uma vontade de mudar o mundo e, escrevendo eu poderia ”colocar a boca no trombone”. Eu não sei qual idéia eu tive primeiro, mas uma coisa é certa, quando decidi ser bióloga foi definitivo e, tive certeza: nasci para isso! Eu sempre gostei de escrever, nem que fosse como forma de desabafo. Daí a idéia de fazer o blog. Hoje, eis que sou bióloga e posso colocar a boca no trombone nem que seja para meia dúzia ler. Quanto a mudar o mundo, bem... são outros quinhentos.